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Uma empresa de mercados privados recebeu manifestação de interesse externo por um ativo de um de seus fundos, não deu seguimento a ela e, em vez disso, vendeu o ativo a um fundo interno pelo valor patrimonial líquido. A Financial Conduct Authority (FCA), órgão regulador do mercado financeiro do Reino Unido, disse que a empresa não conseguiu explicar por que não deu seguimento ao interesse externo nem como concluiu que o preço atendia ao melhor interesse do fundo vendedor. O caso é uma das constatações da revisão setorial do regulador sobre conflitos de interesse em empresas de private equity, crédito privado (private credit) e imóveis, publicada em 23 de outubro de 2026.
- Empresas da fase 1 que dizem que a auditoria interna revisa a estrutura de gestão de conflitos52 %
- Fases da revisão (questionário e, depois, visitas presenciais)2 fases
- Classes de ativos analisadas3 classes de ativos
A FCA encontrou boas práticas no setor, mas disse que os padrões variam consideravelmente. Só 52% das empresas na primeira fase da revisão, um questionário enviado a uma amostra de empresas, disseram que a auditoria interna tinha papel na revisão de sua estrutura de gestão de conflitos e de sua aplicação. A segunda fase consistiu em visitas presenciais a um grupo selecionado de empresas. O regulador disse que algumas empresas não estavam identificando conflitos de forma adequada nem mantendo seus controles atualizados, e que as empresas com os maiores riscos inerentes de conflito nem sempre eram as que melhor os administravam.
Onde a FCA encontrou falhas
- Transferências entre fundos e operações de continuação: as empresas mais fracas se apoiavam na governança existente, na divulgação de informações ou no consentimento dos investidores, com poucas evidências de como equilibravam os interesses conflitantes dos investidores
- Brindes e entretenimento: as empresas mais fracas se apoiavam em limites previstos em políticas internas e em aprovações genéricas. Alguns brindes e eventos de entretenimento, incluindo viagens aéreas e eventos esportivos de alto valor, superavam o que a FCA costuma ver nos mercados públicos, e o regulador espera que as empresas expliquem a justificativa
- Barreiras de informação: os controles mais fracos se apoiavam em treinamento de funcionários e em salvaguardas informais, com monitoramento limitado
“As empresas precisam garantir que sua gestão de conflitos de interesse acompanhe o crescimento de seu porte e de sua complexidade.”
Original: “Firms need to ensure their management of conflicts of interest keeps pace with growth in their size and complexity.”
A FCA disse que fará trabalhos de acompanhamento direcionados quando apropriado. À parte da revisão, o regulador disse que está examinando preocupações de governança e de conflitos relacionadas ao uso de crédito privado para financiar ações judiciais movidas por consumidores, incluindo riscos significativos de dano a investidores, consumidores e mercados.
- FCA, FCA calls on private market firms to manage conflicts of interest in line with rapid growth, 23 de out. de 2026, 12:31 CEST
- FCA, Conflicts of interest and fair customer treatment in private markets (multi-firm review), 23 de out. de 2026, 02:00 CEST